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sábado, 26 de fevereiro de 2022

Meia dúzia de homens bons

 

Men full of compassion, who laugh and love and cry
Men who'll face eternity and aren't afraid to die
Men who'll fight for freedom and honor once again
He just needs a few good men.

 

Em junho de 2005, Marcus Luttrell e mais três colegas das forças especiais dos Estados Unidos estavam numa montanha do Afeganistão, tentando confirmar a presença de um líder talibã numa aldeia logo abaixo, quando foram descobertos por três pastores de cabras. O que fazer? Matar três pessoas inocentes era errado, mas, se aqueles pastores ficassem vivos, poderiam denunciá-los ao Talibã. Os soldados preferiram arriscar fazendo a coisa certa, poupando a vida de três prováveis inocentes. Erraram.

Os pastores os denunciaram, como eles temiam, e logo os quatro estavam cercados de inimigos implacáveis. A base de operações, do outro lado da montanha, no Paquistão, estava então sem helicópteros de combate. Os colegas de Marcus Luttrell e sua equipe partiram da base em dois helicópteros de resgate, numa tentativa desesperada de salvar os companheiros. Incapazes de se defender, as duas naves sofreram pesado ataque dos talibãs. Uma foi abatida, matando seus 16 tripulantes; a outra teve de retornar à base para não ter o mesmo fim. No combate, os três companheiros de Luttrell morreram. Luttrell conseguiu fugir.

Perseguido pelo Talibã e às portas de uma morte certa, Luttrell foi encontrado e acolhido pelo morador de outra aldeia. Mais tarde, os aldeões preferiram confrontar o Talibã a faltar com seu dever sagrado de proteger um estrangeiro abrigado sob o teto deles. Um ancião atravessou um vale entre as montanhas para informar a situação aos americanos. Luttrell foi finalmente resgatado. Até hoje, ele e o aldeão que o salvou são amigos.

Não, eu não espero que trezentos bravos liderados por Gideão derrotem o poderio nuclear da Rússia de Putin. Mas enquanto houver no mundo homens como os que arriscaram a vida — e os que a perderam! — para resgatar amigos em apuros; enquanto houver homens como Mohammad Gulab (o aldeão que salvou Luttrell); enquanto houver homens como o próprio Luttrell e sua ínfima equipe, capazes de arriscar a própria vida para fazer o que é certo, abstendo-se de cometer grave injustiça contra um possível inimigo, o Bem manterá firme seus pés sobre a Terra. Deus só precisa de uma meia dúzia de homens bons.

A maior necessidade do mundo é a de homens — homens que se não comprem nem se vendam; homens que, no íntimo da alma, sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus. — Ellen G. White



PS: Os homens de uniforme homenageados no vídeo acima são bombeiros nova-iorquinos que salvaram inúmeras vidas nos atentados de 11 de setembro de 2001.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Quem sempre comeu melado...

Recentemente, resolvi escancarar toda minha revolta com o PT e os defensores de seus mensaleiros, que foram devidamente condenados pelo STF. Não tão devidamente: para alguns, a pena até aqui fixada é leve. Pensar assim me causa dissabores e me granjeia antipatias. Temo que seja pouco. Porque, se depender de minha forma de pensar, ficarei com poucos amigos.

É que não me conformo também com o retorno de quem já deveria estar politicamente morto há muito tempo. Pior: essa gente voltou cavalgando o discurso da ética, bandeira conveniente para se usar contra o PT nos dias de hoje. Tristemente, vi amigos meus, antipetistas, fazendo campanha - e em nome da ética! - pra políticos que são exemplos históricos de tudo que já deveríamos ter deixado pra trás. Pra ficar em exemplos próximos, cito ACM Neto em Salvador e João Alves Filho em Aracaju, recém-eleitos prefeitos dessas capitais.

Queria ter desenterrado o texto abaixo antes de concluídas as eleições. Não foi possível. Se bem que não faria diferença, eu sei. Espero servir ao menos como reflexão post mortem. É um texto antigo, mas, infelizmente, não anacrônico. É só ler DEM onde escrevi PFL. Na época, a mudança de nome era coisa recente.

É uma pena verificar que a derrota do PT e seus aliados nada teve a ver com a superação de um modo espúrio de fazer política.


----- Original Message -----
From: "Rosivaldo Fernandes Alves" <r.@...>
To: <f.@...>
Sent: Monday, October 13, 2008 8:38 AM
Subject: Re: [Q.V.] Olára! Após as eleições municipais


C.,

O comportamento do PFL/DEM durante o governo Lula tem sido realmente surpreendente, num determinado aspecto. "Nunca antes na história desse País", o PFL, por qualquer nome que tivesse, tinha sido oposição. Não esqueça: a galera do DEM de hoje apoiou todo e qualquer um que estivesse no poder, pulando fora de qualquer barco prestes a afundar para imediatamente embarcar no próximo a assumir a dianteira. Reconheço que essa "coerência" o PFL sempre teve.

O fato do PFL não ter aderido ao governo Lula quando este assumiu foi uma surpresa não só pra mim. Na época, antes de Lula ganhar dizia-se no meio político que, quando isso acontecesse, o PFL seria governo e o PT, oposição. Eram papéis que estavam no DNA dos dois partidos...

Mas eis que o PT mostrou-se mais "adaptável". Apesar de, no início, a base do partido ter feito oposição à "continuação da política neoliberal" que Lula implementava, Dirceu e companhia calaram a oposição petista. Depois, foi o que todos vimos. O PT descobriu quão doce é o poder, e isso mudou o DNA do partido, que virou um novo PMDB: um saco de gatos, apto a acolher qualquer canalha que o ajude a ter votos.

Como você vê, minha avaliação do PT é extremamente negativa. Infelizmente, não enxergo o PFL sob melhor ótica. Quando o PT subiu ao poder, até o PSDB, por questão de coerência programática, fez oposição muito moderada. Até ajudou o Lula em votações nas quais o PT e aliados de esquerda preferiam deixá-lo na mão. O PSDB só passou a bater forte em Lula e no PT a partir do escândalo do mensalão. O PFL, não. Desde o começo fez oposição aguerrida ao PT, mesmo quando este não dava nenhuma evidência de corrupção. Mesmo quando a política deste era basicamente a de FHC. Nesse aspecto, o DNA do PFL demonstrou-se menos mutável.

Na minha opinião, o que o PFL nunca suportou em Lula e no PT, o que fez o PFL ignorar até mesmo sua essência adesista, foi o fato do PT ser um governo de esquerda, e de Lula ter uma origem operária, sindical. Isso nada teve a ver com mensalão. O mensalão foi uma oportunidade conveniente para o PFL adotar a "ética" como razão convincente pra ser tão ferrenho em sua oposição ao Lula e ao PT. O mensalão caiu do céu para o PFL, que vislumbrou o cenário de ser ver livre da "raça" petista por pelo menos trinta anos. Antes do mensalão, o PFL não sabia o que fazer para conquistar a opinião pública.

Essa ojeriza pefelista a Lula, ao PT e à esquerda em geral vem do DNA estritamente elitista, coronelista, patrimonialista do PFL. Essa "raça" nunca suportou a idéia de ver o povo alcançar o poder, obter autonomia, dirigir o próprio destino. Os pefelistas (ACM, João Alves e assemelhados) sempre se gabaram de ser grandes realizadores, mas jamais realizaram coisas realmente voltadas a tornar o povão mais autônomo, mais educado, mais saudável, mais consciente, mais culto, menos dependente dos grandes padrinhos e coronéis. Com o fim da ditadura, o lema deles sempre foi: "tudo pelo povo, desde que ele não esqueça quem manda".

Para uma mentalidade dessas, o governo de um ex-operário-sindicalista, símbolo maior do maior partido de esquerda, ainda que hoje esse partido e seu governante sejam apenas uma caricatura daquilo que já simbolizaram, é o prenúncio de uma coisa que o pefelê jamais suportou: o povo, a maioria, os pobres, os mal-instruídos, os "inferiores" no poder. O PFL apoiou todos os governos anteriores porque eram governos de elite: militar, coronelista, empresarial, intelectual, o que fosse, mas elite. O último governo de esquerda que este país teve antes de Lula foi derrubado por um golpe em 64, golpe ao qual o PFL, com nomes de UDN e PSD aderiu alegremente.

Até a corrupção do PT, se deu um pretexto "digno" ao ódio pefelista, também ofende ao PFL de um modo bem curioso: "Quem essa ralé pensa que é pra se achar no direito de roubar um dinheiro que sempre foi nosso"? Os governos do PFL sempre foram antros de corrupção desmedida. Eles não têm nenhuma autoridade moral para condenar o PT.

Como você vê, C., minha visão do DEM não é nada positiva. É até pior do que minha opinião sobre o PT. Eu nunca quis ir fundo nessa minha visão por dois motivos: não sou palmatória do mundo, prefiro ter amigos a estar certo (às vezes), e o quiosque é um "público" ridiculamente pequeno pra eu ficar gastando meu verbo e meu tempo numa cruzada quixotesca. Já bati de frente com G. por causa de Lula. Não queria bater de frente com você. Suponho que você tenha motivos mais pragmáticos pra ter aderido ao então PFL, e espero que você não tome minhas críticas ao partido como críticas pessoais. Não quero estragar nossa amizade, que mesmo distante e tênue tem muito valor pra mim.

Por último, apelo a sua consciência. :-) No passado, você já foi um democrata, no real sentido do termo, e muito provavelmente concordaria com cada palavra que escrevi.

Um abraço,

Rosivaldo.

-----Mensagem Original-----
De: C. J.
Para: f.@...
Enviada em: terça-feira, 7 de outubro de 2008 08:54
Assunto: Re: [Q.V.] Olára! Após as eleições municipais


H. R., o mais "ingraçado" é que lendo sobre esses critérios e, na coluna seguinte, lendo que o PT deverá apoiar o outro candidato, por questões de alianças partidárias, mesmo contra a vontade do Lularápio (como ele mesmo diz que o edurdo bateu muito nele), chego realmente a conclusão que o DEM é o único partido que segue suas origens e sua orientação, não importa qual seja.

 C. J.

sábado, 6 de outubro de 2012

Trânsito, radar e "bom senso" (parte 3)

----- Original Message -----
From: Rosivaldo Fernandes Alves
To: c.@yahoogrupos.com.br
Sent: Sunday, September 23, 2007 9:23 AM
Subject: RES: [c.] Off-topic: Semana de trânsito

Grande R.,

Concordo com cada palavra sua a respeito da SMTT e da falta de moral desta para exigir bom comportamento no trânsito. Só não tratei disso no texto por óbvia falta de espaço e porque considero essencial atacar o problema onde ele é mais grave (aprendi isso em Engenharia de Software :-): no comportamento do cidadão. Sim, porque há pouca esperança de mudança do lado de lá. Do lado de cá é que a solução reside. Os políticos e administradores picaretas só serão varridos do mapa por cidadãos realmente comprometidos com a ética, inclusive no trânsito. Enquanto vigorar esse cinismo selvagem, amparado no desengano e descrédito das instituições, tudo irá de mal a pior. Temos de ser melhores que nossos governantes para termos governantes melhores. E, verdade seja dita, não somos, pois nos desculpamos com o argumento de que transgredimos porque eles não prestam. Aí é cada um por si e Deus por todos.

Eu sei que é difícil ser educado na feira, mas nada realmente valioso se conquista facilmente. Temos de perseverar.

É um prazer trocar idéias.

Um abraço,

Rosivaldo.

-----Mensagem original-----
De: c.@yahoogrupos.com.br [mailto:c.@yahoogrupos.com.br]Em nome de R.
Enviada em: quarta-feira, 19 de setembro de 2007 17:44
Para: c.@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [c.] Off-topic: Semana de trânsito

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Trânsito, radar e "bom senso" (parte 2)

----- Original Message -----
From: L.
To: c.@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, September 21, 2007 12:58 PM
Subject: Re: [c.] Off-topic: Semana de trânsito


Rosivaldo,

eu concordo plenamento com cada letra desse texto que você criou. E acho que todos deveriam passar para seus amigos, pois ele não se trata somente de um texto sobre o trânsito, mas também de como o brasileiro encara as leis no país. É por isso que temos esse políticos no poder, que querem e fazem tudo sem serem punidos. As leis que afetam a gnt não devem ser aplicadas, somente as que afetam os outros.

(...)

domingo, 23 de setembro de 2012

Quem nunca comeu melado...

Antes, algumas considerações... No início, não pretendia fazer deste blog um espaço para discussão política. Refiro-me aqui à política partidária. É que esse tema mais separa do que congrega as pessoas ("partido" implica exatamente isso), e eu sempre preferi focar o que nos aproxima. Ou o que ao menos deveria.

Mas as coisas mudam. Gostaria de ter tempo pra escrever sobre muitas coisas; e, nos dias que correm, política é uma delas. Na falta desse tempo, leio o que me interessa e, quando acho conveniente, compartilho. Só um pouco, e não aqui. Mas agora quero fazê-lo, e neste espaço. É que dia desses li, na seção "Feira Livre" da coluna do Augusto Nunes, um artigo de Dora Kramer intitulado "Lambuzado no melado". Não deu pra resistir. Há meses quero divulgar aqui um antigo texto meu, especificamente de 2007, publicado num semanário local graças ao espaço cedido pelo meu amigo Gilton Lobo, à época colunista da publicação. Curiosamente, eu fechei meu texto com um pensamento que ecoa e se amplifica enormemente no texto de Dora. Decidi não esperar mais.

O que me deixaria realmente satisfeito seria produzir textos novos sobre o tema. Não tenho como. Quem sabe um dia. Até lá, adianto que hoje não tenho mais nenhum receio de dizer que o PT tornou-se o patrono do que existe de pior na política brasileira: corrupção desenfreada, rompantes ditatoriais, vigarice intelectual sem limites, alianças espúrias com qualquer canalha – dentro ou fora do país – que lhes ofereça algum benefício, erosão ética e moral da política e das instituições... e coisas do mesmo quilate. Só a covardia me impediria hoje de dizer isso em alto e bom som. E covarde eu não sou. 

Aos amigos que discordam, peço-lhes a tolerância que pessoas civilizadas dedicam umas às outras. Aos partidários do PT que virem nisso um motivo pra me detestar afirmo que o seu respeito não me interessa, porque ele me custaria um preço muito alto: chafurdar num lamaçal onde ética e princípios são desdenhados e vistos como valores de uma suposta elite burguesa e golpista.

Dito isso, vamos ao artigo que motivou este post. Ele foi escrito depois que o PT articulou a absolvição do então presidente do Senado, Renan Calheiros, num processo de cassação por inúmeros atos de corrupção e quebra de decoro. Foi inacreditavelmente vergonhoso. Não posso deixar de registrar que, além do PT, protagonizou o episódio o então senador por Sergipe, Almeida Lima, na época filiado ao PMDB e hoje candidato irrelevante à prefeitura de Aracaju pelo PPS.

País de Covardes

Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
(…)
Pátria amada,
Brasil.


As palavras acima, todos sabem, são do Hino Nacional. E estão entre as mais belas de nosso já tão belo hino. Infelizmente, não traduzem a realidade. O mais grosseiro e recente exemplo ocorreu nesta última quarta-feira, 12 de setembro de 2007: quando a justiça ergueu sua clava forte, os ilustres representantes da Nação no Senado da República esconderam-se covardemente sob o manto ignóbil e escuro de uma sessão subterrânea seguida de vergonhosa votação secreta, desviando o golpe certeiro que pairava sobre Renan Calheiros.

Alguns me chamarão de injusto, mas ouso creditar o atual império da fraqueza moral ao governo do PT. Sim, porque nos áureos e românticos tempos de oposição, o partido que ostentava com mais bravura que qualquer outro a bandeira da ética e da justiça jamais liberaria seus senadores para “votar conforme sua consciência”, como aliás bem o fez – ou deixou de fazer, na verdade – Aloízio Mercadante. Se o PT de hoje fosse o de antigamente, usaria todo o peso do partido e de sua condição de governo para expulsar Renan a justíssimos golpes de tacape.

Mas o PT precisa governar. Pra isso, precisa do Congresso. Precisa do PMDB. Precisa da CPMF. Precisa de um PIB sempre crescente, de uma inflação educada. Precisa de calmaria. E está disposto a pagar qualquer preço por isso, mesmo que a moeda tenha a forma de troca de favores, de cargos, de verbas em emendas do orçamento, de absolvições escandalosas ou de puro e simples mensalão.

Os mais indulgentes dirão que é melhor compactuar com tudo isso do que jogar o País na crise que o enfrentamento inevitavelmente traria, com consequências danosas para a população, principalmente a mais pobre, público alvo preferencial do governo Lula. Concordo. Um governo ético jogaria o Brasil no caos, e o povo sofreria muito. Mas... onde está nossa coragem para não fugir à luta justa, ainda que dela nos venha a morte? Só vale para dia de jogo da Seleção? Não compensaria ao País passar dois, três, ou mesmo cinco anos de crise econômica e política, mas sair de tudo mais limpo, mais justo, mais confiante nas instituições, mais certo de que o governo e o parlamento realmente existem não para proveito de seus ocupantes, mas para atuar em favor da Nação? Não compensaria ao PT arriscar a próxima eleição em prol – perdoem-me o lugar-comum – da próxima geração?

O pior de tudo é que toda essa covardia conta com a cumplicidade da população, que insiste em presenciar inerte tudo isso e, pior, continua votando essencialmente nos mesmos nomes de sempre. Mesmo Lula só foi eleito porque prometeu – e cumpriu – abandonar seu discurso de “ruptura”. O povo, e especialmente a classe média, não quer ruptura. A ruptura é arriscada. Melhor continuar tudo como está pra ver como é que fica.

Termino dizendo a quem do PT se sente ofendido por minhas palavras: estou sendo condescendente ao ver boa intenção na traição petista à ética e a seu próprio passado. Eu poderia atribuir essa traição à simples desonestidade e ao estado lambuzente de quem nunca comera melado. Quanto ao leitor que acha injusto ser por mim acusado de cúmplice da covardia, recomendo: levante de sua cadeira a parte posterior do quadril e prove que estou errado. A Pátria amada agradeceria.

P.S.: Sobre "lambuzente": esse arremedo de neologismo é uma tentativa arriscada de estabelecer paralelo com "lactente" (em oposição a "lactante").

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