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quarta-feira, 10 de abril de 2019

31 de março de 1964: 8) “Ditadura nunca mais!”


Algumas considerações.

1) Foi golpe?

2) Foi errado?

3) Foi ditadura?

4) O regime militar salvou o Brasil do comunismo?

5) Ter combatido o comunismo redime o governo militar de seus crimes?

6) Golpe é golpe. É sério que não é errado nem certo?

7) Havia alternativa ao golpe e à ditadura militar?

8) “Ditadura nunca mais!”

É praticamente impossível eu ouvir ou ler essa expressão sem que ela me cause asco. Porque invariavelmente ela é proferida por gente que defende e admira ditaduras e ditadores sanguinários, assassinos, genocidas, torturadores e liberticidas. Todos de esquerda. Todos socialistas.

Ante a ideia de alguém “comemorar” o golpe de 1964, essas almas puras, esses ardorosos defensores dos direitos humanos se enchem de sacrossanto horror, mas acham lindo que seus partidos de esquerda – PSOL, PT, PSTU, PCdoB et caterva – comemorem com todas as pompas e honras de Estado, com presença de presidentes e ex-presidentes da República, no Congresso Nacional e nas universidades: a Revolução Russa de 1917, a Revolução Cubana de 1959, a Revolução Maoista e a Revolução Cultural chinesas, fora o resto. Eles não coram de vergonha, não exigem silêncio e não condenam ao ostracismo seus políticos de estimação – Manuela d’Ávila, Dilma, Lula, Haddad, José Dirceu, Boulos –, toda essa gente que canta em prosa e verso as glórias de regimes que foram ou ainda são tão hediondos quanto o próprio nazismo.

São as pessoas do “mais amor, por favor”, do #elenão, mas que passaram vinte anos tripudiando de quem avisava que o regime de Chávez trilhava o caminho de toda revolução socialista: repressão, pobreza, miséria, morte, escravidão e di-ta-du-ra. Hoje, confrontados com o horror vivido pelos nossos irmãos venezuelanos, olham para o lado, acabrunhados, como se não tivessem nada com isso, ou, os mais cínicos e psicopatas, culpam os ianques, culpam Bolsonaro…

É preciso ser muito canalha para dizer “Ditadura nunca mais!” e se derreter em elogios diante de qualquer propaganda esquerdista acerca das “conquistas sociais” de Cuba, onde

    • é proibido existir qualquer partido que não seja o Comunista;

    • é proibido editar, publicar ou ler qualquer jornal que não seja previamente aprovado pelo Partido Comunista;

    • é proibido acessar a internet livremente;

    • é proibido fazer qualquer manifestação, por qualquer meio que seja, contrária ao governo.

É preciso ser muito patife pra louvar a educação cubana, cuja universalidade traz embutida a doutrinação partidária e revolucionária obrigatória sobre todas as crianças, praticamente desde o berço; cujo conteúdo é rigidamente controlado por um governo que proíbe terminantemente que os cidadãos – incluídos aí os estudantes! – leiam qualquer livro que possa remotamente ameaçar o controle ideológico do partido sobre sua mentes desde o primeiro olhar que estas lançam sobre o mundo. Só um degenerado moral pode enxergar nisso um modelo a ser invejado e elogiado.

Onde estavam esses amantes da liberdade quando Tarso Genro devolveu a Fidel Castro, em 2007, dois boxeadores cubanos que queriam fugir daquele inferno? Por que essa gente acha normal que as pessoas sejam proibidas de ir embora de Cuba se assim desejarem? Por que elas acusam de vendidos e traidores as centenas de milhares de cubanos que fugiram para a Flórida, em vez reconhecer como ditadura o regime que as fez abandonar sua pátria em busca de uma vida com li-ber-da-de e uma chance de escapar da miséria?

Por que militantes do PCdoB – da meiga lute-como-uma-garota Manuela d'Ávila –, do PT e do PCR foram hostilizar e agredir Yoani Sánchez quando ela visitou o Brasil? Pra piorar, na Câmara dos Deputados, em pleno 2013 – governo Dilma, guerreira, quase mártir da liberdade! (#sqn) –, Yoani foi hostilizada e boicotada por todas as bancadas de esquerda, em vez de recebida e amparada pelo que ela era: das milhões de vozes oprimidas na ilha presídio do Caribe, praticamente a única que achou uma brecha que a ditadura cubana não pôde tapar a tempo de calá-la.

Na mesma ocasião, nas redes sociais, uma avalanche de acusações falsas foram feitas contra a moça; cataratas de loas, odes e declarações de amor eterno derramaram-se sobre Cuba, Fidel, Che e la Revolución. Deu-se o mesmo em todas as universidades maconheiras federais. Tudo isso feito pela mesma grei dos que futuramente votariam em Haddad porque perigam sofrer um AVC só de ouvir a expressão “colégio militar”. Como essa gente tem a cara de pau de dizer “Ditadura nunca mais!”?

O que de fato eles querem dizer é: “Ditadura deles nunca mais! Agora, só a nossa!” A esquerda jamais se incomodou com ditaduras. Desde Marx, pelo menos, a expressão “ditadura do proletariado” nunca foi mera força de expressão. Ela sempre carregou consigo todo o peso que a palavra ditadura impõe. Antes de 1964, todas as revoluções socialistas instauraram ditaduras, e em nenhum caso isso foi, para eles, um resultado surpreendente, inesperado, indesejado. Isso jamais foi visto como um desvio dos propósitos e dos princípios originais. Os comunistas acusavam-se uns aos outros de tudo, nunca de ter pervertido o desejo original de liberdade e democracia dos revolucionários. Eles nunca desejaram nem esperaram tais coisas. Consultem todos os documentos e manifestos das organizações de esquerda que combateram a ditadura militar: vocês não verão a palavra democracia ser mencionada. Nunca. Jamais.

O socialismo desejado por Brizola era uma ditadura. O socialismo desejado por Francisco Julião era uma ditadura. O socialismo desejado por Luís Carlos Prestes era uma ditadura. O socialismo desejado por José Dirceu, João Amazonas, José Genoíno, Fernando Gabeira, Dilma Roussef, Franklin Martins, Carlos Lamarca, Carlos Marighella e tantos mais era uma ditadura. Aquela luta jamais foi entre uma ditadura militar e uma democracia socialista e libertária. Foi entre uma ditadura que estava no poder e outra que queria tomá-lo.

O ódio que a esquerda socialista tem da ditadura militar não é o ódio que amantes da liberdade têm dos que a esta sufocam e trucidam. É o ódio de quem teve o seu sonho roubado: o sonho de vingar todos os séculos de desigualdade, opressão e exploração enforcando o último burguês nas tripas do último padre; de ver realizada sua própria ditadura liberticida, sua própria chance de dizer quem morre e quem vive; de negar aos vivos o direito de escolher um modo de vida capitalista, consumista, individualista, egoísta; de moldar toda a sociedade à imagem do “novo homem” socialista, desapegado, coletivista, altruísta; de condicionar as crianças a ver o mundo unicamente sob essa ótica totalitária; de mandar para campos de “reeducação” e trabalhos forçados todos que não aceitam a utopia da igualdade; de manter estrita vigilância sobre a população pra garantir que ninguém se desvie do bom caminho; de concentrar toda atividade econômica nas mãos do Estado e, como Frei Betto, achar lindo ver que ao povo (cubano, no caso) resta apenas conformar-se com uma “pobreza nobre e operosa”, eufemismo para irremediável miséria.

Por terem privado desse sonho hediondo os socialistas que morreram na luta, e porque os sobreviventes sabem que a roda do tempo girou e já é tarde demais pra que eles desfrutem de sua terra prometida, os militares jamais serão perdoados. Também não serão perdoados os que, a despeito de toda crítica e repúdio às ilegalidades e violações cometidas, sentem algum alívio de saber que os militares afastaram o Brasil do destino dantesco que o espreitava.

Se você é de esquerda, só me venha com “Ditadura nunca mais!” quando estiver disposto a reconhecer que o ideário comunossocialista é tão tirânico e assassino quanto o nazifascista; que os defensores do socialismo merecem o mesmo respeito que os adeptos do nazismo; que partidos socialistas/comunistas deveriam ser considerados ilegais, tanto quanto o são os fascistas/nazistas; que o símbolo da foice e do martelo deveria ser proscrito junto com a suástica; que Marx, Engels, Lênin, Stálin, Trótski, Mao, Fidel, Che, Chávez e Maduro deveriam ser tidos como flagelos da humanidade da laia de Hitler, Mussolini, Himmler, Göring e Röhm; que Brizola, Darcy Ribeiro, Paulo Freire, Leonardo Boff, Frei Betto, Marilena Chauí, Lula, Dirceu, Dilma, Haddad, Manuela d’Ávila e Guilherme Boulos – aliados, simpatizantes, partidários e propagandistas daqueles líderes socialistas e de seus regimes genocidas – deveriam ser tão execrados quanto Gentile, Rosenberg e Goebbels. Caso contrário, seu “Ditadura nunca mais!” é apenas a expressão de sua ignorância pretensiosa ou de sua hipocrisia sociopática.

9) Socialistas nutella

10) “Vá estudar história!”

31 de março de 1964: 9) Socialistas nutella


Algumas considerações.

1) Foi golpe?

2) Foi errado?

3) Foi ditadura?

4) O regime militar salvou o Brasil do comunismo?

5) Ter combatido o comunismo redime o governo militar de seus crimes?

6) Golpe é golpe. É sério que não é errado nem certo?

7) Havia alternativa ao golpe e à ditadura militar?

8) “Ditadura nunca mais!”

9) Socialistas nutella

É claro que a esquerda de hoje está cheia de socialistas nutella – tipo assim, Márcia Tiburi. Essa gente faria Marx chorar de vergonha, sua demência mataria Engels de rir, e qualquer um deles morreria imediatamente com um tiro, na cabeça, da pistola de Che Guevara – este, sim, socialista raiz! – que se livraria deles como de qualquer outro estorvo inadmissível à Revolução (esse pessoal, ainda hoje, fala de sua acalentada quimera assim, com inicial maiúscula). Essa esquerdalha retardada diz que com eles é diferente, que eles são democratas, que eles defendem o socialismo, mas é um socialismo com… liberdade. Ê, que beleza! Eu acho tão fofo…

Eu também sou fofo. Tanto que eu faço uma proposta a vocês: vocês votam em mim se eu fundar um partido, tipo assim… Fascismo com Tolerância? Vai ser o PFAST! Ficou legal, né? Mas eu posso melhorar: posso fundar o PNIG! “IG” de igualdade, viu? Pra ficar bonitinho. Vai ser o Partido Nazismo com Igualdade. Não vai ser fofo? Não é porque o nazismo dos outros foi um regime de terror que o meu tem de ser. Deturparam Hitler. Vocês já leram o Mein Kampf? Já leram Rosenberg? Sabem que Heidegger era nazista? Já leram Gentile? Ah, vão estudar!

É perfeitamente possível conciliar fascismo e nazismo com tolerância e igualdade. Basta não repetir os erros e desvios das tentativas malsucedidas. Se ser fascista é desejar uma sociedade menos individualista, mais solidária e mais voltada a promover os valores comuns de nossa nação, eu sou fascista. Se ser nazista é trabalhar pelo melhoramento contínuo do ser humano, nos planos físico, mental e espiritual, tanto de indivíduos como de toda a coletividade nacional, e mais, estender esse melhoramento para além das fronteiras nacionais, então eu sou nazista. Quem pode ser contra isso? Apenas os que insistem em se agarrar ao individualismo, ao egoísmo, à desagregação e alienação social; os mesmos que enriquecem pela especulação financeira e pela exploração da verdadeira classe trabalhadora, cujo progresso acabaria com sua dominação sobre ela.

Nos dois parágrafos anteriores, troquem as palavras fascismo, tolerância, nazismo e igualdade por socialismo, liberdade, comunismo e democracia, respectivamente. Troquem Hitler por Marx, ou Lênin, ou Stálin. De certo modo, tanto faz. Troquem Mein Kampf por Das Kapital ou pelo Manifesto Comunista. Troquem Rosenberg, Heidegger e Gentile por Engels, Sartre e Gramsci. As descrições edulcoradas do nazifascismo podem ser trocadas por declarações do tipo “Ser socialista/comunista é lutar pela igualdade, pelo fim da exploração do homem pelo homem, pelo fim da opressão; como alguém pode ser contra isso?” que tanto esquerdinha nutella declama no Face tendo arcos-íris, corações e ursinhos carinhosos ao fundo.

Se é tão insuportável a ideia de um fascismo do bem, de um nazismo moderado, light, por que o mesmo não se dá com socialismo/comunismo? Nenhuma declaração de boas intenções ou promessa de bom comportamento poderia aplainar a montanha de mortos que o nazifascismo ergueu, e tentar ocultar essa montanha sob afetações de bom-mocismo seria, por si, só um desrespeito a quem morreu e a quem teve seus entes queridos soterrados nela. Por que diabos uma pessoa pode se dizer comunista/socialista, pode votar em partidos e políticos comunistas/socialistas, pode se aliar a políticos, nacionais ou estrangeiros, comunistas/socialistas, pode declarar apoio a di-ta-do-res e di-ta-du-ras comunistas/socialistas sem ser imediatamente considerada cúmplice moral da morte de mais de cem milhões de pessoas, contagem que ainda não acabou, haja vista que China, Coreia do Norte, Cuba e Venezuela ainda incrementam essa contagem macabra?

Não falta quem diga que o comunismo não oferece mais risco, que isso é coisa da Guerra Fria. Pode ser. Mas isso não impede que essa esquerda socialista nutella “do bem” aproveite toda oportunidade que lhe aparece para demonstrar seu apoio ao que existe de pior na humanidade hoje. Por exemplo: o Levante Popular da Juventude declara apoio a Maduro, porque este promete levar adiante a Revolução Bolivariana (o tal Socialismo do Século 21, de Chávez) na Venezuela; o PT, o PCdoB o PSOL e outros partidos de esquerda, dos “moderados” aos revolucionários, reforçam esse apoio com recursos muito mais relevantes do que dancinhas de maconheiros em DCEs infestados de retardados mentais; os eleitores desses partidos expressam esse apoio nas redes sociais; os movimentos feministas, LGBT, quilombolas, indígenas e negros aderem à luta contra o imperialismo ianque; os artistas, psicólogos, sociólogos, professores, todos os luminares das “humanas” empenham seu prestígio, sabedoria, sensibilidade e empatia na condenação ao capitalismo que quer esmagar mais uma luta legítima pela libertação de um povo das garras da opressão. E a mesma cantilena se repete: mais uma ditadura assassina ganha licença moral para censurar, cassar, perseguir, prender, torturar e matar seus opositores, porque estes são inimigos do socialismo, que só quer o bem, a igualdade e o fim da exploração. E quando fica escancaradamente óbvio que, de novo, nada se criou senão outro monstro autoritário, a esquerda “do bem” sai de fininho dizendo que aquilo não é com ela porque Maduro não é socialista de verdade, porque não houve Revolução (com maiúscula, viu?) de verdade na Venezuela, porque Chávez morreu e o processo ficou incompleto… Enquanto isso, a esquerda psicopata espalha que a Revolução foi sabotada pela CIA. De novo.

Não é só isso. Para ficar contra o capitalismo, e seu maior representante, os Estados Unidos, os socialistas do bem aderem às narrativas mais porcas: os cubanos fogem da ilha por causa da propaganda maligna anticomunista da CIA; a tirania de Cuba contra seus próprios cidadãos não comove esses anjos de empatia e “mais amor, por favor”; a aliança dos governos petistas com Cuba, Venezuela, Líbia, Síria, Hamas, Hezbollah e Irã é a coisa mais linda, pois é antiamericana.

Outro caso emblemático: o Estado Islâmico degola perante as câmeras dezenas de pessoas, assassina milhares de outras e persegue, para exterminar, uma etnia inteira, a yazidi, que foge para as montanhas; os Estados Unidos bombardeiam o Estado Islâmico para dar aos yazidis tempo de fugir até que chegue ajuda internacional; Dilma concede entrevista em solo americano e, orientada por Marco Aurélio Garcia, mentor petista para assuntos internacionais, critica quem? Os malditos imperialistas ianques, claro! Apoiar Dilma e o PT é apoiar gente que prefere ver um povo inteiro ser varrido da face da Terra, desde que isso mine a influência americana no mundo. Socialistas, feministas e esquerdistas do bem não ligam. Mexer com Dilma é mexer com todxs.

O Irã já prometeu inúmeras vezes varrer Israel do mapa e financia o Hezbollah e o Hamas, que se dedicam à destruição de Israel. Mas para toda a corja socialista latinoamericana, a brasileira incluída, Israel e Estados Unidos é que são os grandes opressores quando impõem sanções contra o programa nuclear iraniano. O Hamas usa crianças, mulheres e idosos como escudos humanos; usa seus próprios hospitais e escolas infantis como depósitos de bombas e munição; assassina qualquer palestino que ouse discordar de seus métodos. Tudo isso enquanto Israel protege por todos os meios possíveis a própria população, tem um regime realmente democrático onde árabes muçulmanos têm vez e voz no parlamento. Mas é Israel o grande e malvado opressor, porque é aliado dos americanos.

O mundo islâmico oprime como nenhum outro suas mulheres e suas minorias: gays, imigrantes, cristãos, judeus, “infiéis” de todos os tipos. No entanto, a esquerda cultural, “do bem”, que é apenas cria do socialismo antiamericano, antiburguês, anticapitalista, antiocidental, não perde oportunidade de condenar nosso machismo, nossa “cultura do estupro”, nossa homofobia, nossa xenofobia, nossa intolerância. Pior: toda crítica nossa ao Islã e sua cultura majoritariamente intolerante é condenada por essa esquerda nutella, nela incluída as feministas e a militância LGBT, como islamofobia. Enforcamento de gays e apedrejamento de mulheres não é coisa tão grave, desde que você pertença a uma cultura inimiga do Grande Satã, os Estados Unidos.

Meu ponto, com os exemplos acima, é demonstrar que esse socialismo light, essa esquerda pós-Guerra Fria, essa turma do bem, que só quer um mundo melhor, está longe de ser inofensiva. Um misto de ignorância e farisaísmo neopuritano, este alicerçado em valores “progressistas”, fez essas pessoas, no Brasil, elegerem para quatro mandatos consecutivos um governo que, ao contrário do que discursava em público, nunca teve o mínimo compromisso com democracia, liberdade, pluralidade ou honestidade; nem mesmo com a vida.

Numa rede de alianças que envolvia o PT, o PCdoB e, via Foro de São Paulo, muitos outros partidos de esquerda do Brasil e da América Latina; ditaduras e ditadores (ou aspirantes a ditadores) em Cuba, Venezuela, Equador, Uruguai, Argentina, Honduras e Nicarágua; narcoguerrilhas como as FARC; cartéis de drogas amparados por governos de Bolívia, Venezuela e Cuba; redes terroristas com ambições nucleares interligando Irã, Hezbollah, Hamas, Venezuela, Argentina e Cuba; cartéis de empreiteiras beneficiadas com bilhões do dinheiro público brasileiro para financiar o “empoderamento” de ditaduras amigas – ditaduras mesmo! – na América Latina e na África; em tudo isso os socialistas igualitários do bem sustentaram um esquema internacional de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, enriquecimento ilícito de megaempresários e de ditadores truculentos, fortalecimento de ditaduras e suas práticas de perseguição, censura, tortura e assassinato dos dissidentes, terrorismo e corrida armamentista nuclear; promoveram a explosão da criminalidade, não só no Brasil, mas também no México, estuário para os Estados Unidos da cocaína boliviana que, usando nosso espaço aéreo, fazia escala na Venezuela e em Cuba, enriquecendo os respectivos ditadores desses países; jamais quiseram realmente saber porque o PT pagou os advogados dos assassinos de Celso Daniel; fingiu que Cristina Kirchner nada teve a ver com as pessoas assassinadas por denunciarem envolvimento iraniano nos atentados do Hezbollah a edifícios de comunidades israelitas em Buenos Aires; fora o resto.

Pessoas que fazem vista grossa diante de crimes tão graves – que vão do âmbito individual ao coletivo, e daí ao internacional – e ainda se dizem de esquerda porque a direita é do mal, é preconceituosa, não tem empatia pelo oprimido, é pró-ditadura, são pessoas doentes. São degenerados morais. Nenhum Bolsa-Família, nenhum Prouni, nenhum FIES justifica apoiar um governo que faz essas coisas. Quem apoia governos criminosos porque estes oferecem “benefícios sociais” está vendendo sua primogenitura por um prato de lentilhas. Eu entendo que pessoas carentes façam isso. Tudo o que descrevi acima é coisa totalmente fora da esfera de consciência de quem apenas luta pra sobreviver. Mas que intelectuais e pessoas instruídas façam isso é imperdoável. Estas pessoas estão vendendo a própria liberdade e, pior, a do povo pobre e simples em nome de sua tara socialista, que perdoa qualquer crime desde que este acene com a realização daquele sonho igualitário, o tal mundo melhor.

Socialista raiz é o ator pornô, o que faz todas aquelas coisas não muito respeitáveis nas… hã… obras audiovisuais do gênero. Socialista/esquerdista nutella é o adolescente espinhento que tranca a porta do quarto pra que a mãe não o flagre se refestelando ao ver aquele ator em ação. A diferença acaba aí.

10) “Vá estudar história!”

sábado, 18 de julho de 2015

A cruz e a suástica

Pergunta: se um "reacionário" qualquer da América Latina oferecesse ao Papa Francisco um Cristo crucificado numa suástica, alguém acharia isso normal? Por que numa foice-e-martelo pode? Outra: quando os "reacionários" denunciam que a esquerda bolivariana, estreitamente associada ao PT, é comunista, logo vem algum "intelectual" de esquerda afirmar que isso é paranoia de saudosista da ditadura. Que diabos, a foice e o martelo são símbolo do quê, então?! Esses partidos têm ou não o socialismo como norte ideológico e histórico? E o que é socialismo senão - isso dizem os teóricos marxistas, não eu - o processo político, no mais das vezes revolucionário, de conduzir uma sociedade ao comunismo? Decidam, afinal: ser comunista é bonito ou feio? É moralmente edificante ou não? Se vocês não querem ser chamados de comunistas, por que teimam em ser socialistas?

Insistamos: se uma pessoa se declarar fascista - fascista mesmo, dos que admiram e se espelham em Mussolini, Franco, Salazar, Vargas (epa! mas as esquerdas gostam deste...) - que destino a espera entre os "bem-pensantes" senão a execração pública e o repúdio universal? Pior: e se o infeliz se disser nazista, com Hitler estampado na camiseta, bandeiras vermelhas decoradas com uma suástica no meio, citações "inspiradoras" de Mein Kampf compartilhadas no Facebook... Que juízo se faria de tal pessoa?

Então por que raios se considera normal usar camiseta de Che Guevara, expor cartazes gigantes de Lênin e Mao em convenções partidárias, ostentar bandeira vermelha decorada com a foice e o martelo, pertencer a partidos de inspiração marxista, leninista, stalinista, maoista, castrista, guevarista e chavista? Essa gente e suas ideias mataram deliberadamente, em nome de sua causa comunista/socialista, mais de cem milhões de seres humanos! Por que uma pessoa que repudia toda essa monstruosidade é considerada intolerante? Se socialistas merecem tolerância, por que não os fascistas? Se estes não a merecem, por que os socialistas a merecem?! Nos dois casos, nós estamos falando de ideologias assassinas em sua essência, autoritárias, totalitárias mesmo desde sua formulação teórica original. Por que aderir a uma é crime previsto em lei e à outra é coisa de humanistas generosos que, se são criticados, só pode ser porque seus críticos odeiam os pobres e detestam a igualdade?

Quando fascistas e nazistas mataram dezenas de milhões de pessoas, fizeram-no em nome de um suposto "bem comum", uma vez que os mortos eram, por razões políticas ou raciais, "inimigos" do mesmo Estado que se atribuía o direito e o dever de promover esse bem comum. Quando os socialistas e comunistas mataram dezenas de milhões de pessoais, fizeram-no pelo mesmíssimo motivo! Apenas o componente racial foi trocado, e não totalmente, pelo social: a "classe exploradora" é que devia ser exterminada. Se bem que... "a elite branca de olhos azuis" é uma coisa quase tão racista quanto "a elite financeira judaica" que o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães prometeu varrer da Alemanha pra acabar com a exploração da nobre, embora combalida, raça ariana. Desculpem-me o parêntese.

Se eu disser que sou um fascista ou nazista bonzinho, que não vou matar ninguém, que amo a democracia, a liberdade e a tolerância, que considero os regimes nazifascistas do século 20 uma degeneração do verdadeiro nazifascismo, que não era pra ser nada daquilo, isso vale? Vou ser admitido no rol das pessoas respeitáveis? Por que, então, os socialistas/comunistas se acham no direito de ser consideradas pessoas decentes com base no mesmo argumento? Por que é impossível usar uma suástica sem ser linchado moralmente, mas é inadmissível expor ao mesmo linchamento moral quem exibe a foice e o martelo?

Na Alemanha, muito mais que no Brasil, é crime promover o nazismo, sob qualquer forma e pretexto. Mas em muitos países do leste europeu, que sofreram o jugo do comunismo durante décadas, também é crime promover o comunismo. Eles sabem o que sofreram. Só os perfeitos idiotas latino-americanos ainda suspiram por essa tirania "do bem".

Acredite: pessoas decentes foram nazistas. Filósofos, artistas e intelectuais deram suporte teórico, moral e estético ao fascismo. Sua decência pessoal não muda a natureza da ideologia que você defende. Ter intelectuais e artistas do seu lado não torna certo o que você acredita. Nazifascismo ou socialismo/comunismo, tanto faz. São modos de enxergar o mundo totalmente incompatíveis com a liberdade e o respeito à vida humana, pelo simples fato de ver como inimigos de um mundo melhor os que não comungam de suas ideias. E inimigos serão sempre tratados como tal.

Tem mais no próximo post.

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