sábado, 18 de julho de 2015

A cruz e a suástica

Pergunta: se um "reacionário" qualquer da América Latina oferecesse ao Papa Francisco um Cristo crucificado numa suástica, alguém acharia isso normal? Por que numa foice-e-martelo pode? Outra: quando os "reacionários" denunciam que a esquerda bolivariana, estreitamente associada ao PT, é comunista, logo vem algum "intelectual" de esquerda afirmar que isso é paranoia de saudosista da ditadura. Que diabos, a foice e o martelo são símbolo do quê, então?! Esses partidos têm ou não o socialismo como norte ideológico e histórico? E o que é socialismo senão - isso dizem os teóricos marxistas, não eu - o processo político, no mais das vezes revolucionário, de conduzir uma sociedade ao comunismo? Decidam, afinal: ser comunista é bonito ou feio? É moralmente edificante ou não? Se vocês não querem ser chamados de comunistas, por que teimam em ser socialistas?

Insistamos: se uma pessoa se declarar fascista - fascista mesmo, dos que admiram e se espelham em Mussolini, Franco, Salazar, Vargas (epa! mas as esquerdas gostam deste...) - que destino a espera entre os "bem-pensantes" senão a execração pública e o repúdio universal? Pior: e se o infeliz se disser nazista, com Hitler estampado na camiseta, bandeiras vermelhas decoradas com uma suástica no meio, citações "inspiradoras" de Mein Kampf compartilhadas no Facebook... Que juízo se faria de tal pessoa?

Então por que raios se considera normal usar camiseta de Che Guevara, expor cartazes gigantes de Lênin e Mao em convenções partidárias, ostentar bandeira vermelha decorada com a foice e o martelo, pertencer a partidos de inspiração marxista, leninista, stalinista, maoista, castrista, guevarista e chavista? Essa gente e suas ideias mataram deliberadamente, em nome de sua causa comunista/socialista, mais de cem milhões de seres humanos! Por que uma pessoa que repudia toda essa monstruosidade é considerada intolerante? Se socialistas merecem tolerância, por que não os fascistas? Se estes não a merecem, por que os socialistas a merecem?! Nos dois casos, nós estamos falando de ideologias assassinas em sua essência, autoritárias, totalitárias mesmo desde sua formulação teórica original. Por que aderir a uma é crime previsto em lei e à outra é coisa de humanistas generosos que, se são criticados, só pode ser porque seus críticos odeiam os pobres e detestam a igualdade?

Quando fascistas e nazistas mataram dezenas de milhões de pessoas, fizeram-no em nome de um suposto "bem comum", uma vez que os mortos eram, por razões políticas ou raciais, "inimigos" do mesmo Estado que se atribuía o direito e o dever de promover esse bem comum. Quando os socialistas e comunistas mataram dezenas de milhões de pessoais, fizeram-no pelo mesmíssimo motivo! Apenas o componente racial foi trocado, e não totalmente, pelo social: a "classe exploradora" é que devia ser exterminada. Se bem que... "a elite branca de olhos azuis" é uma coisa quase tão racista quanto "a elite financeira judaica" que o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães prometeu varrer da Alemanha pra acabar com a exploração da nobre, embora combalida, raça ariana. Desculpem-me o parêntese.

Se eu disser que sou um fascista ou nazista bonzinho, que não vou matar ninguém, que amo a democracia, a liberdade e a tolerância, que considero os regimes nazifascistas do século 20 uma degeneração do verdadeiro nazifascismo, que não era pra ser nada daquilo, isso vale? Vou ser admitido no rol das pessoas respeitáveis? Por que, então, os socialistas/comunistas se acham no direito de ser consideradas pessoas decentes com base no mesmo argumento? Por que é impossível usar uma suástica sem ser linchado moralmente, mas é inadmissível expor ao mesmo linchamento moral quem exibe a foice e o martelo?

Na Alemanha, muito mais que no Brasil, é crime promover o nazismo, sob qualquer forma e pretexto. Mas em muitos países do leste europeu, que sofreram o jugo do comunismo durante décadas, também é crime promover o comunismo. Eles sabem o que sofreram. Só os perfeitos idiotas latino-americanos ainda suspiram por essa tirania "do bem".

Acredite: pessoas decentes foram nazistas. Filósofos, artistas e intelectuais deram suporte teórico, moral e estético ao fascismo. Sua decência pessoal não muda a natureza da ideologia que você defende. Ter intelectuais e artistas do seu lado não torna certo o que você acredita. Nazifascismo ou socialismo/comunismo, tanto faz. São modos de enxergar o mundo totalmente incompatíveis com a liberdade e o respeito à vida humana, pelo simples fato de ver como inimigos de um mundo melhor os que não comungam de suas ideias. E inimigos serão sempre tratados como tal.

Tem mais no próximo post.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Gödel x Teoria de Tudo

Há alguns anos, conversando com uma amiga highbrow, eu disse que, pra mim, os paradoxos quânticos são o resultado de estarmos batendo numa parede: a matemática é uma linguagem, e não há linguagem capaz de abarcar toda a realidade. O teorema da incompletude de Gödel está aí pra nos lembrar disso: não podemos ter, ao mesmo tempo, coerência e completude. Uma descrição completa da realidade será necessariamente incoerente. Uma coerente será necessariamente incompleta.

Eis que descobri nesta semana que ninguém menos que Stephen Hawking, numa preleção em 2002, desenvolve basicamente o mesmo raciocínio.

Miserável. Ele sempre chega antes. :)

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A Linguagem De Deus

A Linguagem De DeusA Linguagem De Deus by Francis S. Collins

My rating: 4 of 5 stars


Francis S. Collins dá aqui um testemunho eloquente de que acreditar no Criacionismo, rejeitando toda a evidência científica da evolução da vida, não é condição indispensável para se crer em Deus, ou mesmo na Bíblia - e no Evangelho​ em particular. Escrito por um cientista de credenciais inatacáveis (dirigiu o Projeto Genoma - só isso), que também é um cristão devotado, e por isso criticado por muitos cientistas mais intransigentes, é uma leitura valiosa para ensinar tolerância aos dois lados, já que muitos cristãos também torcem o nariz pra ele. Pena. Saber ouvir é um dos primeiros deveres de pessoas intelectualmente honestas.



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sábado, 25 de abril de 2015

95 Teses sobre Justificação pela Fé

95 Teses sobre Justificação pela Fé95 Teses sobre Justificação pela Fé by Morris Venden

My rating: 5 of 5 stars


A justificação pela fé foi um dos pilares da Reforma Protestante, deflagrada inadvertidamente por Martinho Lutero em 1517 (quem diria: já faz quase meio milênio!). Embora a Igreja Adventista do Sétimo Dia seja grata herdeira dessa doutrina central do cristianismo, sua ênfase na obediência aos Dez Mandamentos, incluindo a guarda do Sábado, deu-lhe a injusta fama de seita legalista e judaizante, algo menos que uma igreja cristã de verdade. Pra piorar, a moral prática do adventista médio sempre fora severa, rígida, no mais das vezes intolerante.

Nesse contexto, as 95 Teses, de Morris Venden, que, ao contrário das de Lutero, limitaram-se ao tema da justiça pela fé, ecoaram as do reformador ao produzir um abalo significativo numa igreja que precisava, se não de uma reforma, ao menos de uma revigorante sacudida para livrar-se do pó de moralismo que sufocava sua vocação eminentemente evangélica.

Tornou-se polêmico, embora dissesse apenas o óbvio. E apresentou a muita gente nova, ao tempo que lembrava a velhos um tanto recalcitrantes, que uma vida cristã não se define pela irrepreensibilidade moral, mas pela intensa e confiante ("fé = confiança") comunhão do cristão com aquele que lhe empresta o nome: Jesus Cristo.



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sexta-feira, 13 de março de 2015

Os corruptos do bem

Já tratei do assunto antes. Mas ele merece considerações adicionais. Vamos a elas.

Há algumas semanas, percebi nas redes sociais um certo #mimimi de petistas que até poucos dias ainda vomitavam bazófias sobre os "reacionários coxinhas". Diante da avalanche de evidências de que o PT comandou um megaesquema de corrupção como "nunca antes na história deste país", o ímpeto de negar ou relativizar o papel do partido no escândalo arrefeceu no coração dessa gente. A vergonha diante do ridículo a que se expuseram durante tanto tempo e com tantas desculpas do tipo "foi FHC" finalmente abateu-lhes a arrogância.

Essa arrogância voltou a se manifestar depois do papelão de Lula na ABI, da divulgação do Swissleaks e da omissão dos nomes de Lula e Dilma na lista do Janot. Mas eu quero me concentrar mesmo é no modo petista de expressar consternação naquele intervalo em que a derrota na luta por corações e mentes parecia inevitável. Eles demonstravam tristeza porque lhes doía o sofrimento dos pobres, a existência da miséria, a insistente desigualdade, a indiferença dos ricos com as aflições dos desfavorecidos. Era como se o sonho de finalmente mudar o mundo, começando pelo "governo democrático e popular" do PT, estivesse desmoronando, e com ele o próprio sentido da vida desses abnegados. #mimimi. Moralistas hipócritas.

Tal afetação de altruísmo disfarça uma das maiores canalhices de que são capazes os expoentes da esquerda "revolucionária": acusar todos os que não concordam com seus métodos, com sua visão de mundo e com seus valores de serem egoístas, malvados, burgueses exploradores dos pobres e felizes beneficiários da desigualdade que é causa de toda miséria do mundo.

Pensando assim, essa gente se convence de que a corrupção deles é melhor que a dos outros. Porque "todos são corruptos", mas só eles "pensam nos pobres". Bem, eu tenho novidades. Nem todos somos corruptos. Muitos de nós sempre odiamos a corrupção, inclusive a dos governos não petistas. E lutamos contra ela. E não vemos motivo pra fazer diferente quando o governo é de um partido ou de um político em que votamos. Porque nós, os seres humanos "ordinários", que não somos de esquerda, não temos bandidos de estimação. Não acreditamos em doutrinas políticas redentoras. Não acreditamos em partidos "revolucionários", donos da chave da história, únicos conhecedores do caminho para o progresso da humanidade. Acreditamos menos ainda em líderes carismáticos, "populares" e iluminados. Tipo Lula.

E muitos de nós, fora da esquerda, também pensamos nos pobres. Também queremos que eles deixem de ser pobres, que melhorem de vida, que deixem de ser explorados. Ocorre que nós não acreditamos que os métodos defendidos e praticados pela esquerda sejam eficazes. Na nossa opinião, esses métodos retardam a redução da pobreza, quando não a pioram, seja por tornar os pobres ainda mais pobres, seja por arrastar para a pobreza quem antes nem pobre era. Você, da esquerda, pode não acreditar em nós. Pode discordar de nós. Mas não tem o direito de dizer que, por pensarmos assim, somos uns malvados indiferentes aos pobres. Se você julga ter esse direito, tem uma séria deficiência intelectual ou uma grave deformidade de caráter.

Assumamos, então que você, esquerdista, e eu, direitista (pode me chamar assim, se isso o conforta), somos gente honesta, decente, altruísta e com vontade de mudar o mundo. Discordamos quanto aos meios, mas acreditamos na boa fé um do outro. Só que eu estou no poder. Você, não. Eu governo, você se opõe. Mas eu percebo que meu "mundo melhor" não será possível se eu não ceder à fisiologia, se eu não aparelhar a máquina pública, se eu não fizer acordos espúrios com os oportunistas que sempre saquearam o povo, se eu não fechar os olhos à corrupção deles ou, no último caso, se eu mesmo não praticar - ou mesmo comandar e coordenar - a corrupção. Um belo dia, tudo isso tem à tona. Acaso você aceitaria que eu me justificasse dizendo que eu e meus correligionários somos pessoas decentes, que só fizemos o que todos sempre fizeram, que os outros fizeram pior, que a mídia - neste caso, seria uma mídia de esquerda, viu? - quer me derrubar, que a mesma mídia encobriu a corrupção quando você dava as cartas, que a KGB - ou o que restou dela -, Cuba, Maduro, as FARC e o Foro de São Paulo patrocinam uma campanha de desinformação pra viabilizar um golpe contra meu governo, um governo tão bem intencionado que só pensa em melhorar a vida dos pobres...? Não? Você não aceitaria? Tem certeza? E por que raios você quer que eu aceite esse tipo de "justificativa" para a sua corrupção, a do seu partido, do seu governo, dos seus heróis?! Ah, vá se catar!

Todas as "desculpas" acima são inaceitáveis, venham de quem vierem. Isso não muda porque você é do bem, porque você é de esquerda, porque você se importa com os pobres. Eu também sou do bem, também me importo com os pobres. E isso não me dá o direito de roubar, não me dá o direito de, tendo roubado, almejar compreensão, condescendência, uma nova chance; não me dá a autoridade pra dizer como a política deve ser "reformada" pra que esse tipo de coisa nunca mais aconteça. Por que daria a você?

Parafraseio aqui palavras que li de Reinaldo Azevedo: Na democracia (se ela fizer jus a esse nome), nós discordamos no conteúdo, mas concordamos na forma. Quer dizer, podemos ter todas as divergências possíveis, mas aceitamos que todas as nossas ações devem se dar dentro da lei. Nenhum de nós tem o direito de infringir a lei em nome de nossos valores, de nossos ideais. Porque isso implica necessariamente reconhecer que a outra parte pode se dar o mesmo direito. E isso nos tornaria definitivamente um país de ladrões.

Aqui está o ponto central deste texto: não existe corrupção do bem. Não existe corrupção bem intencionada. Não existe corrupção justificável. Se a esquerda espera ter essa prerrogativa, por que o mesmo direito teria de ser negado à "direita"? Por que os "capitalistas", os "neoliberais" não fariam jus ao mesmo tratamento, bastando pra isso argumentarem que são pessoas do bem e que fizeram tudo pelo bem do país e especialmente dos mais pobres? Ah, porque não existem direitistas, capitalistas e neoliberais decentes, altruístas, honestos e sinceros? Quer dizer realmente que a esquerda detém o monopólio da virtude?

Esse arrazoado, implícito no discurso de vocês, só deixa claro que o que lhes interessa mesmo é deter o monopólio da roubalheira impune. Tudo em nome do bem.

sábado, 7 de março de 2015

Sakamoto: Lei de Acesso à Informação gera nova “lista suja” do trabalho escravo

Nem só de ataques à esquerda vive este blog. Na verdade, as graves circunstâncias é que o arrastaram pra esse assunto tão indigesto. Dito isso, reproduzo em parte e recomendo a leitura do mais recente artigo de Leonardo Sakamoto.

(...)
Direito à informação – De acordo com a sustentação da solicitação desse extrato, produzida pelo Coletivo de Advogados em Direitos Humanos (Cadhu), a sociedade brasileira depende de informações oficiais e seguras sobre as atividades do Ministério do Trabalho e do Emprego na fiscalização e combate ao trabalho escravo contemporâneo no Brasil.

Informação livre é fundamental para que as empresas e outras instituições desenvolvam suas políticas de gerenciamento de riscos e de responsabilidade social corporativa. A portaria que regulamentava a suspensa “lista suja'' não obrigava o setor empresarial a tomar qualquer ação, apenas garantia transparência. Muito menos a relação aqui anexa. São apenas fontes de informação a respeito de fiscalizações do poder público.

Transparência é fundamental para que o mercado funcione a contento. Se uma empresa não informa seus passivos trabalhistas, sociais e ambientais, sonega informação relevante que pode ser ponderada por um investidor, um financiador ou um parceiro comercial na hora de fazer negócios.
(...)

Baixe a “lista suja'' do trabalho escravo alternativa, clicando aqui (para versão em pdf) e aqui (para versão em xls).

Publicado no Blog do Sakamoto
Leia o artigo inteiro aqui.

Veja: Verdades inconvenientes

Publicado em Veja.com

Eu sabia que seria assim. Enquanto a militância a soldo se vale de ilações, sofismas, falácias e conspirações, jornalistas de verdade investigam, apuram, conferem e publicam o que é de interesse público. Nada poderia ser mais importante para o público, na antevéspera da eleição, do que a notícia de que Lula e Dilma sabiam de tudo. Se o doleiro mentiu, não cabia à revista decidir. Cabia informar que o criminoso mais entranhado no esquema denunciou os dois. Ao público - e eleitores - cabia decidir se a divulgação de tal denúncia era crível e relevante para definir seu voto. E o eleitorado decidiu.

Desde sempre considero nossa lei eleitoral uma forma grotesca de censura que só protege a reputação dos políticos durante a campanha, privando os cidadãos de informações essenciais para formar sua opinião. Isso tem de mudar! O direito do público à informação tem de prevalecer sobre o direito de preservar a imagem de quem dá a cara a bater na vida pública. Existe judiciário pra reparar eventuais erros. Quem perde uma eleição não perde necessariamente o emprego nem o direito de continuar na vida pública. A menos que seja condenado. Já o povo votar em criminosos cujos delitos ficam escondidos sob uma lei eleitoral feita por políticos para proteger políticos... Isso é inadmissível.

Eles sabiam de tudo - Capa da edição 2397 de VEJA 

(...)
Abaixo a transcrição oficial do depoimento de Yousseff, à disposição dos leitores no site do Ministério Público Federal, em que o doleiro afirma às autoridades exatamente o que VEJA publicou em sua capa de 29 de outubro de 2014:
"Alberto Youssef (Termo de Colaboração 02) afirmou que, em complementação ao termo de declarações realizado na data de ontem, o declarante gostaria de ressaltar que tanto a presidência da Petrobras quanto o Palácio do Planalto tinham conhecimento da estrutura que envolvia a distribuição e repasse de comissões no âmbito da estatal; que, indagado quanto a quem se referia em relação ao termo "Palácio do Planalto", esclarece que tanto à Presidência da República, Casa Civil, Ministro de Minas e Energia, tais como Luis Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, Ideli Salvatti, Gleisi Hoffman, Dilma Rousseff, Antonio Palocci, José Dirceu e Edson Lobão, entre outros relacionados; que esclarece ainda que eram comuns as disputas de poder entre partidos, relacionadas à distribuição de cargos no âmbito da Petrobras, e que essas discussões eram finalmente levadas ao Palácio do Planalto para solução; que reafirma que o alto escalão do governo tinha conhecimento;"
(...)

Leia o editorial completo aqui.

Destaque

Todas as famílias da Terra

Grandes foram as civilizações da Mesopotâmia: Suméria, Acádia, Assíria, Babilônia; imortais, os seus nomes: Gilgamés, Sargão, Hamurábi, Assu...